Une Rose pour Ane

Quando chegastes trazendo teus 18 anos de amor Aquela praça se encheu de graça e o banquinho verde Esquecido no canto do largo se alegrou Quando chegastes trazendo o fim da tarde de sábado Aquela praça te recebeu com esplendor E todas as flores do seu jardim abriram suas pétalas Pois estava escrito ali que brotaria um grande amor Atravessastes a cidade inteira para me encontrar E eu atravessei a vida para recebê-la Hoje passados cinco janeiros nunca imaginei Que chegaria a esse abril e tê-la ao meu lado Foi o maior presente que a vida me deu. LUCIO MADEIRO para 27 de abril de 2009
Escrito por Colaboradores do Blog às 08h10
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Para entender melhor A Flauta Mágica Fabricio Carvalho A Flauta Mágica é uma ópera que fala do amor. Sua mensagem é ao mesmo tempo simples e profunda. Um casal que se ama só atinge o estado ideal de comunhão de almas quando os dois trabalham juntos na superação de inúmeras dificuldades que a vida lhes coloca, fortalecidos pela virtude e pela confiança. Sob esse aspecto, é uma fábula sobre o amor espiritual, puro e sereno, cuja moral foi tão bem-aceita e assimilada em sua estréia (1791) quanto o é hoje. Existe, porém, outro aspecto que, embora facilmente percebido pelo público vienense da ocasião, hoje nos escaparia totalmente se uma série de estudiosos não tivesse, ao longo do tempo, analisado a ópera em detalhes e publicado suas observações. A Flauta Mágica é repleta de símbolos e alegorias relativos à maçonaria, da qual faziam parte tanto Emmanuel Schikaneder, autor do texto da ópera, quanto seu compositor, Mozart, que viria a falecer apenas dois meses depois da estréia, e que havia encontrado grande conforto espiritual no seio daquela fraternidade, em seus últimos anos. O número três, muito importante tanto na filosofia quanto nos ritos maçônicos, é citado com freqüência no texto e na música. São três as damas que salvam Tamino do dragão, e três são os meninos que o conduzem às três portas dos três templos, o da Razão, o da Sabedoria e o da Natureza. A nona cena do primeiro ato tem como personagens três escravos de Monostatos. No início do segundo ato, Sarastro responde a três sacerdotes sobre a iminente prova de Tamino, enumerando três atributos do jovem: Virtude (Tugend), Discrição (Verschwie-genheit) e Caridade (Wohltätig). O diálogo seguinte, entre Sarastro e o Orador do Templo, é interrompido por três toques de trompa, cada um deles constituído de três acordes iguais. Esses três acordes, que já haviam sido ouvidos no início da abertura da ópera, representam as três batidas rituais com as quais o aspirante a maçom pede para ser admitido na Loja. Sua tonalidade é mi bemol maior, que se indica na partitura grafando-se três bemóis ao lado da clave. Essa simbólica tonalidade aparecerá em muitos outros trechos da ópera. Ainda quando Tamino e Papageno são levados ao templo para aguardar as provas, a percussão executa uma série de três trovões, que se misturam às vozes. Também o número dezoito, múltiplo de três, que, dentro da hierarquia maçom, equivale a um dos importantes Graus Capitulares, o de Soberano Príncipe Rosa-Cruz, aparecerá várias vezes. Sarastro faz sua primeira aparição na ópera durante a 18ª cena do primeiro ato. O libreto original observa que o cenário do início do segundo ato deve apresentar dezoito cadeiras, onde se sentarão dezoito sacerdotes. O hino O Isis und Osiris, welche Wonne (Oh Isis e Osíris, que alegria), entoado mais adiante pelos sacerdotes, tem dezoito compassos e abre a 18a cena do segundo ato. E Papagena, que aparece inicialmente como uma mulher muito velha, arranca risadas da platéia quando diz a Papageno ter apenas dezoito anos. O Grau Rosa-Cruz é citado indiretamente quando os três meninos, ao trazer de volta a flauta mágica e o carrilhão, entram em cena, segundo o libreto, numa plataforma voadora coberta de rosas. O lema daquele grau hierárquico, Virtude e Silêncio, enumera as qualidades exigidas de Tamino antes do início das provas.
Escrito por Colaboradores do Blog às 07h25
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A menina que subia os morros

Lá para além das praias do oeste onde as dunas se movem pro sul As algas se enfeitam de seixos na ribanceira do rio Que os nativos conhecem por Mundaú. Quando ela sobe o morro para ver o sol cair no horizonte Os búzios se movem ligeiro só pra vê-la sorrir. E quando o céu escurece salpicado de estrelas ela desce Deixando na areia molhada as marcas do seu caminhar A noite ouvindo o som das ondas e os cânticos das sereias Ela se esquece e adormece o corpo sobre o meu E quando o sono pesa na rede ela se despe impunemente Deixando suas coxas abertas ao vento ateu. Lá para além das praias Onde as dunas se movem As algas se enfeitam de seixos E sonham os sonhos dela ANDRÉ SPOLETI em 24 de abril de 2009
Escrito por Colaboradores do Blog às 12h36
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Herculano Sabino fala sobre o amigo Luiz César
Ele nasceu em Fortaleza em 1951. Órfão de mãe aos 3 anos de idade foi instruído pela avó paterna nos rígidos princípios da religião cristã. Cursou Engenharia e Medicina na UFC , foi professor de Biologia durante 10 anos. Estudou violão e estuda piano . Nos anos 70 esteve por força do destino fora do Brasil por quase 3 anos . Tem 3 filhos e 1 netinha. Considera-se um medíocre pensador por ser muito emotivo , sua índole é romântica , penso que seja um poeta natural , pois é fascinado por tudo que resplandece vida. Costuma ser muito rígido consigo mesmo e acredito que seja um feroz crítico da fraqueza humana . Sempre foi um defensor da beleza , seu espírito é irrequieto e muitas vezes luta contra si mesmo. Apesar de cultuar o belo da vida , para Luiz César a vida é dor e sofrimento que só cessam com a morte , por isso a morte para ele é o prazer supremo posto que aniquila as individualidades. Toda sua reflexão vem da sua arte , apolínea ou dionisíaca , dos sonhos e da sua própria embriaguez nas palavras e no som da sua musica eterna. Talvez seja o ultimo homem romantico que conheci e confesso que nunca vi ninguém mais apaixonado do que ele. Poucos dos seus amigos conseguem compreende-lo pois sua realidade e sua ficção se confundem de quando em vez. E isso às vezes incomoda os menos cultos.
Escrito por Colaboradores do Blog às 10h56
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O CAIR DA TARDE EM AGUAS BELAS

a tarde já se deixava esfriar pela noite que vinha do leste A areia fria das águas belas nos recebiam em cobertor natural Alguns pescadores jogavam suas redes no rio um pouco distante de nós E as conchas com seus búzios nos espiavam também cheias de amor Seu corpo moreno despido se enroscava ao meu Num feroz e ardente bailado dos que se querem provar O mar tocava com sua espuma nossos pés E as estrelas tomavam lugar para também nos espiar Suas coxas robustas faziam marcas na ribeirinha E seu colo molhado de brisa se confundia em minhas pernas A tarde já se deixava esfriar pela noite que vinha A areia fria das águas belas nos recebiam em cobertor Lá no horizonte tropical as sereias do lugar sentiam inveja de nós E todas iam reclamar a Netuno lá nas profundezas do mar A tarde já se deixava esfriar pela noite que vinha A areia fria das águas belas nos recebiam em cobertor
ANDRÉ SPOLETI
Escrito por Colaboradores do Blog às 09h43
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